ENTRE PÚLPITOS E PALANQUES


Se o mesmo empenho que alguns cristãos têm para fazer política partidária fosse o mesmo para evangelizar, difundir e defender o caráter cristão, acredito que o Brasil seria radicalmente transformado para melhor. Michael Cyrus

Para os mais extremistas, política e religião são como água e óleo que não podem se misturar, para os modernistas as duas coisas são correlacionadas, porém, acredito que devemos ter cuidado com essas teorias, pois devemos ser ponderados e moderados. Como a Bíblia nos recomenda, precisamos ser temperados (…)

A polêmica entre religião e política não se dá somente por haver relação entre as duas áreas, mas, pela maneira como elas se relacionam, ou melhor, pela postura e o comportamento daqueles que transitam no território religioso e político. O fato de haver candidatos cristãos (evangélicos ou católicos) no Brasil é uma demonstração que todos podem alcançar novos postos numa sociedade democrática (pelo menos na teoria). Na gestão pública, é de fundamental importância que haja sim a participação de pessoas cristãs, que amem a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmas. Isso é tão romântico não é? Mas, Jesus Cristo nos ensina em Mateus 10:16 que devemos nos comportar com simplicidade (feito pombos) e ao mesmo tempo com prudência (iguais as serpentes), pois estamos num mundo de lobos.

A identidade do cristão deve ser mantida, seja na igreja, em casa, na rua, em qualquer lugar… Os princípios que norteiam a vida cristã devem ser evidenciados. Mas, será que diante de uma sociedade tão conturbada, diante de tantos escândalos no mundo político, ainda é possível encontrar alguém que não profira mentiras, alguém que tenha comprometimento com a causa social, alguém que se envolva com a política e seja sal e luz? Eis a real questão!

O cenário político brasileiro muitas vezes põe em dúvida a integridade cristã de alguns líderes políticos, mas, em contrapartida dá a oportunidade para que pessoas comprometidas com o evangelho possam fazer a diferença positiva. Com isso, esse é o tempo de escolhermos com cuidado quem serão nossos próximos representantes, não somente pelo discurso deles (boas propostas qualquer um pode fazer), mas por suas atitudes, afinal, em tempo de política todos são “celestiais”, mas ao passar do tempo à realidade não é bem essa. Esse é o tempo de vigiarmos, pois devemos entender que existe uma grande diferença entre um genuíno cristão político e um político cristão. O fato de possuir um cargo de representante público não pode em hipótese alguma ofuscar o brilho da fé cristã.

Michael Cyrus

 

 

 

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